Summary: A adolescência é compreendida pela etapa da vida entre a infância e a fase adulta, sendo marcada por ser um processo complexo de crescimento e desenvolvimento psicossocial. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera que a adolescência compreende a faixa etária de 12 a 18 anos, diferente da Organização Mundial da Saúde que compreende essa fase está entre 10 a 19 anos e que a juventude se estende dos 15 aos 24 anos de idade (BRASIL, 2007). Esse grupo está mais vulnerável a exposição do tabagismo, etilismo, uso de drogas ilícitas, comportamento sexual de risco e diminuição dos cuidados com a saúde (COSTA et al, 2020). Ademais estudos feitos no Brasil, indicaram que a desigualdade socioeconômica é um dos fatores que mais propicia a vulnerabilidade para IST, o uso de substâncias psicoativas, gestação precoce e o suicídio (COSTA et al, 2020).
Outro aspecto presente na adolescência é o bullying, que de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), estima-se que, anualmente, 246 milhões de crianças e adolescentes no mundo são vítimas de violência escolar e bullying. E, em âmbito nacional, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) verifica-se um aumento expressivo na ocorrência desses eventos entre adolescentes. As prevalências apresentadas foram de: 5,4% em 2009; 6,8% em 2012 e 7,4% em 2015 (MALTA et al., 2019; ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA, 2019; SILVA et al., 2018).
Importante lembrar que para além as vítimas de bullying sofrem com piora na autoestima, baixo desempenho escolar, há desenvolvimento de insônia, a dificuldade para relacionamentos, o desenvolvimento de distúrbios mentais na vida adulta (ALEXIUS et al., 2018; MALTA, et al., 2019; RODRIGUES, OLIVEIRA, LOPES, MIRANDA, 2021; SILVA et al., 2018). Dados epidemiológicos apontados anteriormente destacam o quão vulnerável é o adolescente brasileiro, visto que, ele está sujeito a todos os tipos de violência e de danos à saúde. Além disso, por ser uma fase de transição da infância para a vida adulta e de descobertas estão mais propensos ao uso de drogas lícitas e ilícitas, bem como, a contaminação por infecções sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência. Os problemas de saúde dessa parcela da população são desencadeados a partir da exposição à diferentes fatores de risco, que demandam de assistência de saúde. Nesse sentido, o conhecimento de como vivem e se comportam os escolares, sob diversos aspectos, possibilita mensurar a magnitude e a distribuição de importantes fatores de risco, assim como das práticas de promoção e proteção à saúde, aportando informações essenciais à orientação de políticas públicas mais efetivas e assertivas a este grupo.
Por fim, vale lembrar que os adolescentes ainda é um público pouco estudado em relação a outras áreas, e que não existem estudos sobre adolescentes capixabas do ensino médio no Espírito Santo que atinge ao grupo de escolares da Região Metropolitana da Grande Vitória, pertencentes às escolas públicas e privadas. Dessa forma, justifica-se a realização do presente estudo que contribuirá com dados importantes para a elaboração de políticas públicas mais assertivas e específicas as demandas que serão identificadas.

Starting date: 07/03/2023
Deadline (months): 60

Participants:

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Coordinator * FRANCIÉLE MARABOTTI COSTA LEITE
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