TECNOLOGIA EDUCACIONAL PARA O CUIDADO AO
PREMATURO NO DOMICILIO.

Nome: Thais da Rocha Cicero Pinto
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 20/12/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Cândida Caniçali Primo Orientador
Denise Silveira de Castro Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cândida Caniçali Primo Orientador
Denise Silveira de Castro Coorientador
Hugo Cristo SantAnna Suplente Externo
Maria Cristina Ramos Examinador Interno
Maria Edla de Oliveira Bringuente Suplente Interno
Tania Vignuda de Souza Examinador Externo

Resumo: A prematuridade é a principal causa de internações em unidades
neonatais e a alta do bebê é um evento potencialmente estressante para os pais, pois é marcada por expectativas e incertezas. Sabe-se que as tecnologias
educativas colaboram no processo de ensino-aprendizado dos pais, orientando
sobre o modo mais adequado de prestar cuidados e responder às necessidades da criança, diminuindo o estresse, evitando readmissões e buscando recursos
disponíveis na comunidade após a alta hospitalar. Objetivo: Construir e validar
animações gráficas educativas sobre cuidados domiciliares ao recém-nascido
prematuro. Método: Estudo metodológico realizado em três etapas: identificação dos cuidados domiciliares ao prematuro; elaboração da tecnologia educativa sobre cuidados domiciliares ao recém-nascido prematuro com base no “Modelo de Atividades de Vida” de Roper, Logan e Tierney, e validação de conteúdo e aparência por juízes especialistas. Para identificar os cuidados, realizou-se uma revisão integrativa nas bases LILACS e MEDLINE, com os descritores: “nursing care, patient discharge, neonatal nursing, infant premature”, publicados no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2015, nos idiomas português, inglês e espanhol. Para o desenvolvimento da animação gráfica seguiram-se quatro momentos: 1) storyboard;
2) definição de objetos; 3) especificação de quadros-chave; e 4) geração de quadros entre os quadros-chave. Os dois primeiros momentos correspondem ao planejamento da animação, enquanto os dois últimos consistem na produção efetiva. Resultados: Dos 53 artigos selecionados foram extraídos os cuidados ao recémnascido prematuro e agrupados nas doze atividades cotidianas da vida. Depois foi elaborado o roteiro textual para a animação gráfica, que contou também com consulta a livros-texto de neonatologia, cuidados intensivos neonatais e manuais do Ministério da Saúde da área de neonatologia. Para a produção das animações, foram produzidos três storyboards. O primeiro trata das atividades: manter ambiente
seguro, mobilizar-se, comunicar, dormir, trabalhar e divertir-se. O segundo: alimentar e beber, respirar e morrer. E o terceiro das atividades: eliminação, higiene pessoal e vestuário, e controle da temperatura corporal. Na terceira etapa, realizou-se a validação de conteúdo e aparência dos storyboards com 22 especialistas da área de neonatologia. Nos três storyboards a maioria dos itens obteve concordância acima
de 80%. A validação pela leitura do storyboard possibilitou vislumbrar a necessidade de modificações em cenas e diálogos de forma mais clara e minuciosa, tendo em vista que alguns detalhes específicos poderiam não ser observados durante a exibição do desenho animado. Conclusão: Conclui-se que as animações gráficas sobre os cuidados domiciliares ao prematuro podem se tornar uma alternativa motivadora e adequada para abordagens de educação em saúde em grupo, uma vez que essa tecnologia educacional será utilizada na instituição como um dispositivo disparador de diálogo para as reuniões de alta hospitalar. A tecnologia é inovadora no apoio ao ensino-aprendizagem de pais e familiares acerca dos cuidados do prematuro no domicílio.

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