PRÁTICAS DE ENFERMAGEM NA INSERÇÃO, MANUTENÇÃO E REMOÇÃO
DO CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM NEONATOS.

Nome: Regiane Josy Mediote Rangel
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 05/12/2013
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Cândida Caniçali Primo Co-orientador
Denise Silveira de Castro Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Cândida Caniçali Primo Coorientador
Marialda Moreira Christoffel Examinador Externo
Eliana Zandonade Examinador Interno
Denise Silveira de Castro Orientador
Outro Departamento Suplente Externo
Maria Helena Costa Amorim Suplente Interno

Resumo: Uma alternativa de acesso venoso estável, eficaz e muito utilizada em recémnascido (RN) criticamente enfermos na Unidade de Terapia Intensiva (UTIN) é o Cateter Central de Inserção Periférica (PICC). Trata-se de um cateter longo e flexível, inserido através de uma veia periférica que progride até o terço distal da veia cava superior ou veia cava inferior, adquirindo assim propriedade de acesso venoso central. Objetivo: avaliar as práticas de enfermagem na inserção, manutenção e remoção do PICC em RN. Metodologia: Estudo correlacional descritivo transversal retrospectivo. Os dados foram coletados dos prontuários e ficha de acompanhamento do PICC em RN da UTIN de um Hospital Universitário, referentes aos anos de 2009 a 2012. Foram critérios de exclusão: os RN admitidos provenientes de outra instituição com o cateter já inserido; os transferidos para outra instituição com o cateter instalado; os que evoluíram a óbito enquanto usavam o cateter; os que tiveram a inserção do PICC por outro profissional, não enfermeiro. Foram realizadas análises descritivas, o teste t de student, qui-quadrado e ANOVA. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: a população do estudo foi constituída de 137 RN, principalmente prematuros (67,9%), muito baixo peso (35%) e extremo baixo peso (32,1%). Para a inserção do PICC foram utilizados cateteres 1.9 Fr monolumen de silicone (88,3%) em veias cefálica (41,6%) e basílica (32,1%). O posicionamento inicial da ponta do cateter foi central em 60,6%, principalmente em veia cava superior (34,3%). Ocorreram complicações em 53,3% dos PICC, e as mais comuns foram a obstrução (13,1%), Infitração e/ou extravasamento (12,4%) e exteriorização acidental (8,8%). A média de permanência do PICC foi de 10,5 dias, removidos principalmente por término de terapia (60,3%) e infiltração ou extravasamento (12,5%). O tempo de permanência do cateter foi influenciado pela posição de
ponta não central (p = 0,001), complicações (p = 0,014) e remoção não eletiva (p = 0,005). Conclusão: Este estudo proporcionou o conhecimento acerca do estado do uso do PICC e da população que o recebeu na unidade pesquisada. As características encontradas são similares às relatadas na literatura, entretanto destacaram-se o mau posicionamento inicial da ponta do cateter e o número de complicações que determinaram a remoção não eletiva do PICC, demonstrando a necessidade de elaboração de protocolos e rotinas, bem como a realização de programa de intervenção educativa, com vista a garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência de enfermagem aos RN.

Acesso ao documento

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Marechal Campos, 1468 - Bonfim, Vitória - ES | CEP 29047-105