AVALIAÇÃO DE RISCO E DE FATORES PREDITORES PARA DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM PACIENTES CRÍTICOS.

Nome: Andressa Tomazini Borghardt
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 25/11/2013
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria Edla de Oliveira Bringuente Orientador
Thiago Nascimento do Prado Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Denise Silveira de Castro Suplente Interno
Maria Edla de Oliveira Bringuente Orientador
Noemi Marisa Brunet Rogenski Examinador Externo
Sheilla Diniz Silveira Bicudo Examinador Interno
Thiago Moura de Araújo Suplente Externo

Resumo: Introdução: As úlceras por pressão em pacientes críticos têm-se constituído em um sério problema de gestão e de cuidados, gerando grandes desafios à assistência de enfermagem. Objetivos: Estimar a incidência de úlcera por pressão em pacientes críticos; identificar os fatores associados ao desenvolvimento da úlcera por pressão e avaliar a acurácia das escalas de avaliação de risco de Braden e de Waterlow. Metodologia: Trata-se de uma coorte prospectiva realizada de março a junho de 2013, com 77 pacientes que internaram nas unidades intensivas, por meio de avaliação inicial das variáveis de fatores extrínsecos e intrínsecos associados, entre os quais o perfil metabólico dos pacientes, de aplicação das escalas de avaliação de risco (Braden e Waterlow) na admissão e a cada 48 horas, além da avaliação e
classificação das úlceras em categorias. Na análise dos dados, procedeu-se ao
cálculo de incidência; à análise bivariada, à regressão logística e à avaliação da acurácia das escalas de Braden e de Waterlow, com o uso do pacote estatístico STATA Version 11.0. Resultados: A incidência encontrada foi de 22%; 17 pacientes desenvolveram 32 úlceras por pressão, predominando as localizadas na região sacral (47%) e classificadas na categoria I (72%). Quanto ao perfil metabólico, o paciente com úlcera apresentou albumina, transferrina e contagem de linfócitos baixa. Na análise bivariada, as variáveis encontradas foram tempo de internação maior que 10 dias (71%), tipo de internação cirúrgica (53%), insuficiência cardíaca congestiva (24%), uso de noradrenalina (29%) e alto risco na Escala de Braden (59%). As escalas de Braden e de Waterlow apresentaram, ambas, nas três avaliações, alta sensibilidade (41% e 71 %) e baixa especificidade (21% e 47%), respectivamente. Os escores de corte encontrados na primeira, segunda e terceira avaliações foram de 12, 12 e 11 para a escala de Braden e de 16, 15 e 14 para a escala de Waterlow. Conclusão: O estudo demonstrou alta incidência de úlcera por pressão, identificou fatores a ela associados e avaliou a escala de Braden como bom instrumento de triagem e a de Waterlow como a de melhor poder preditivo, ressaltando a importância da sistematização das ações de enfermagem e do uso de tecnologia apropriada na prevenção do agravo.

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