ADOLESCENTE COM DOENÇA FALCIFORME: CONHECIMENTO DA
DOENÇA E ADESÃO AO TRATAMENTO.

Nome: Gisely Vieira Ramos Martins
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 28/09/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Lorena Barros Furieri Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Lorena Barros Furieri Orientador
Luzimar dos Santos Luciano Examinador Externo
Maria Edla de Oliveira Bringuente Examinador Interno
Paulete Maria Ambrosio Maciel Suplente Interno

Resumo: A doença falciforme (DF) é uma doença genética muito frequente no Brasil,
predominantemente nas etnias negras e pardas. Atualmente, nascem por ano mais de 300 mil bebês com a forma grave da doença falciforme no mundo. No Brasil, cerca de 50 mil pessoas são portadoras da DF. Tal agravo caracteriza-se por alterações genéticas e pela predominância da hemoglobina S (HbS), ao invés da hemoglobina A, considerada normal. Estudos apontam que quase 80 % dos óbitos decorrentes da doença ocorrem em menores de 30 anos. Desta forma, o objetivo deste estudo foi descrever o conhecimento dos adolescentes portadores da DF sobre a doença e sua adesão ao tratamento. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte transversal, com abordagem qualitativa. O método utilizado foi por meio de gravação de vinte entrevistas individuais, através de formulário semi estruturado, com adolescentes portadores de doença falciforme, atendidos entre os meses de março a maio de 2015
no ambulatório de hematologia de uma instituição pública federal de ensino e pesquisa de Vitória – ES. Os participantes do estudo possuíam faixa etária de 10 a 19 anos, com diagnóstico confirmado para HbSS (anemia falciforme), Hb SC e HbS Beta Talassemia. Utilizou-se a análise temática proposta por Minayo. Os relatos obtidos foram transcritos integralmente e agrupados por semelhança, buscando os sentimentos relevantes. Verificou-se a presença de fatores de risco que podem comprometer o processo do desenvolvimento dos adolescentes com doença falciforme participantes desta pesquisa. Os relatos demonstram pouco conhecimento acerca da doença e dos cuidados mínimos necessários para o cuidado de si. Faz-se necessário, portanto, a participação do profissional de saúde não somente em medidas profiláticas, mas sobretudo nas práticas educativas que visem empoderar estes jovens quanto ao cuidado com o próprio corpo, a partir do entendimento de sua enfermidade.

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