Escala para classificação de risco de débito cardíaco diminuído no adulto

Nome: JULIANA MITRE DA SILVA
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 13/02/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
MIRIAN FIORESI Orientador
WALCKIRIA GARCIA ROMERO SIPOLATTI Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
BRUNO HENRIQUE FIORIN Examinador Externo
CÂNDIDA CANIÇALI PRIMO Examinador Interno
KAROLINI ZUQUI NUNES Suplente Externo
MARIA EDLA DE OLIVEIRA BRINGUENTE Suplente Interno
MIRIAN FIORESI Orientador

Páginas

Resumo: Introdução: O conceito de débito cardíaco diminuído é encontrado principalmente nas áreas de enfermagem e médica e está centrado na capacidade de bombeamento do coração. Como fenômeno da enfermagem, está presente nas classificações NANDA e CIPE. Porém, devido à similaridade dos sinais e sintomas que envolvem esse fenômeno com os de outras doenças e/ou agravos à saúde, sua identificação precoce pode ser difícil, o que culmina em grave risco ao paciente. Os enfermeiros, por sua vez, são os profissionais que permanecem mais tempo no cuidado direto, logo, são eles que comumente identificam mudanças clínicas e sinais de deterioração do estado de saúde dos pacientes, em todos os níveis de atenção à saúde. Considerando o fenômeno do débito cardíaco diminuído e sua gravidade, é possível estabelecer uma tecnologia assistencial não invasiva em forma de escala para a predição do risco em adultos e facilitar o raciocínio clínico e a assistência de enfermagem aos pacientes acometidos deste agravo. Objetivo: Desenvolver uma escala para classificação do risco de débito cardíaco diminuído no adulto. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo metodológico desenvolvido em três etapas: revisão de escopo da literatura, construção do instrumento piloto e validação por juízes. A escala foi construída seguindo os princípios da elaboração de escalas de Pasquali, na dimensão de seu polo teórico. A validação de conteúdo e face se deu por índice de validade de conteúdo (IVC) e foi considerado como critério de inclusão IVC maior ou igual 0,8. A população de juízes foi constituída por enfermeiros com titulação mínima de especialista, e experiência mínima de dois anos na área de cardiologia em enfermagem. Os itens que compuseram a escala foram avaliados como: 1- Adequado, 2- Precisa de adequação e 3- Inadequado, dentro dos critérios de clareza, pertinência ou representatividade e abrangência. Resultados: Após o processo de validação, a escala foi composta por nove indicadores clínicos: estado de consciência, estado respiratório, tolerância à atividade, volume hídrico, estado gástrico, alteração sensorial de origem cardíaca, frequência e ritmo cardíaco, pressão arterial e perfusão tissular. Cada item pode ser pontuado de 1 a 3 em ordem crescente de gravidade e mediante o somatório do total de pontos o risco do paciente poderá ser estratificado em: risco mínimo – 9 a 12 pontos, risco intermediário – 13 a 18 pontos e risco elevado: 19 a 27 pontos. Caso o paciente apresente-se cansado aos pequenos esforços (ao alimentar-se) e/ou apresente dor precordial que não cessa ao repouso e à terapêutica, deverá ser classificado como risco elevado mesmo que apresente pontuação inferior a 19 pontos. Conclusão: Foi construída e validada uma tecnologia assistencial em forma de escala para classificação do risco de débito cardíaco diminuído no adulto que poderá direcionar os cuidados de enfermagem e favorecer o raciocínio clínico do enfermeiro no processo de enfermagem aos pacientes que apresentarem sinais e sintomas deste fenômeno.

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