ANSIEDADE E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO ADOTADAS
PELAS MULHERES COM DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA.
EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO
Nome: ARACELI VICENTE DA SILVA
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 29/07/2015
Orientador:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| MARIA EDLA DE OLIVEIRA BRINGUENTE | Co-orientador |
| MARIA HELENA COSTA AMORIM | Orientador |
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DENISE SILVEIRA DE CASTRO | Examinador Interno |
| ELIANA ZANDONADE | Suplente Interno |
| MARIA HELENA COSTA AMORIM | Orientador |
| MARIA HELENA MONTEIRO DE BARROS MIOTTO | Examinador Externo |
| SEBASTIÃO BENÍCIO DA COSTA NETO | Suplente Externo |
Resumo: identificar o traço e o estado de ansiedade e as estratégias de
enfrentamento psicológico adotadas pelas pacientes com câncer de mama e
examinar as suas relações com as variáveis sociodemográficas e clínicas, e
correlacionar as estratégias de enfrentamento adotadas com o traço e estado de ansiedade. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo do tipo corte transversal, desenvolvido no setor de quimioterapia do ambulatório Ylza Bianco, que pertence ao Hospital Santa Rita de Cássia, localizado no município de Vitória, ES. A amostra é composta, de forma aleatória, por 307 mulheres com câncer de mama em tratamento quimioterápico endovenoso prévio, adjuvante ou paliativo. Os dados foram coletados por meio de entrevista, utilizou-se a Escala de Modo de Enfrentamento de Problemas (EMEP) e do Inventário de Ansiedade (A-Traço) e Estado (B-Estado) IDATE. Para análise estatística utilizou-se o SPSS versão 19.0. Resultados: 60,9% das pacientes demonstraram ter baixo nível do traço de ansiedade e 91,5% baixo nível do estado de ansiedade. A estratégia de enfrentamento mais utilizada pelas pacientes foi o enfrentamento com foco no problema, seguida pelo foco na religião, sendo o enfrentamento com foco no suporte social e na emoção os menos utilizados. As correlações do traço de ansiedade e estratégias de enfrentamento com foco no problema (p < 0,000); com foco na
emoção (p < 0,000); o estado de ansiedade com enfrentamento com foco no
problema (p = 0,001); e com foco na emoção (p = 0,004) demostraram ser
significativas. Conclusão: as variáveis sociodemográficas e clínicas influenciam de maneira direta no nível de ansiedade e na escolha da estratégia de enfrentamento a ser adotada pelas pacientes. Verificou-se que a estratégia de enfrentamento eleita pelas mulheres tem relação direta com o seu estado e seu traço de ansiedade. Os profissionais devem conhecer a correlação existente entre o enfrentamento e a ansiedade, para desenvolver medidas a implementar para ajudar os pacientes a eleger estratégias eficientes de enfrentamento e, como consequência, reduzir o nível de ansiedade.
