MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO PARA CIRURGIA CARDÍACA: ESTUDO DE IMPLEMENTAÇÃO

Nome: BRUNA MORAES BARBIERI

Data de publicação: 04/11/2024

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
BRUNO HENRIQUE FIORIN Presidente
CINDY MEDICI TOSCANO ROZETTI Examinador Externo
ELIANE DE FATIMA ALMEIDA LIMA Examinador Interno
MIRIAN FIORESI Examinador Interno

Resumo: As infecções de sítio cirúrgico estão entre os três tipos de infecções mais frequentes em pacientes hospitalizados, sendo particularmente preocupantes em cirurgias cardiovasculares com esternotomia, devido ao risco de infecções profundas que aumentam a mortalidade, sendo fundamental um olhar gerencial sobre os processos relacionados a esse evento adverso. Este estudo está inserido na linha de pesquisa “Organização e Avaliação dos Sistemas de Cuidados à Saúde” e faz parte dos produtos gerados com o apoio financeiro do Acordo de Cooperação CAPES/COFEN, conforme o edital nº 08/2021. Objetivos: Elaborar e implementar um manual assistencial para a prevenção e controle de infecção de sítio cirúrgico no intraoperatório de cirurgias cardiovasculares com esternotomia. Método: Pesquisa participativa com abordagem quanti-qualitativa, baseada no referencial teórico da ciência da implementação, realizada no centro cirúrgico de um hospital universitário no Estado do Espírito Santo. Participaram do estudo as equipes de enfermagem e médica envolvidas no intraoperatório de cirurgia cardiovascular. A pesquisa seguiu cinco atividades usando o ciclo Plan-Do-Check-Act: diagnóstico situacional, criação de grupo de trabalho para elaboração do manual, oficina de sensibilização, auditoria pós-implementação com avaliação de barreiras e facilitadores, e planejamento de ações de sustentabilidade. Resultados e Produtos: Foram desenvolvidas quatro produções técnicas inéditas a fim de atender a uma necessidade institucional: Manual de medidas de prevenção e controle de infecções de sítio cirúrgico no intraoperatório de cirurgias cardíacas, Infográfico sobre a antibioticoprofilaxia na cirurgia cardiovascular, e dois artigos científicos. Após a implementação do manual, foram observadas algumas melhorias na auditoria, como: a taxa de ISC em cirurgias cardiovasculares com esternotomia reduziu de 17,55% para 10,77%; a adequação na indicação do antibiótico profilático aumentou de 74,47% para 85,90%; e a adesão ao registro do momento da administração do antimicrobiano e da incisão cirúrgica atingiu conformidade em 42,2% dos casos. Também houve aumento significativo na coleta de glicemia intraoperatória, de 28,72% para 87,5%. O registro da validade dos instrumentais cirúrgicos passou de 54,79% para 82,8%, com a manutenção de taxas baixas de comprovação de esterilização por meio de integradores. Além disso, foi registrada adesão de 95% à limpeza pré-operatória da sala cirúrgica, resultado semelhante à adequação da paramentação cirúrgica. A antissepsia da pele do paciente mostrou conformidade em 97% dos casos. Os instrumentais cirúrgicos foram considerados adequados em 94% das observações, e o procedimento de limpeza dos instrumentais ao longo da cirurgia ocorreu em 97% das oportunidades. Identificou-se 19% de desinformação sobre a técnica estéril para o curativo. Conclusão: O Manual foi publicado pelo setor Qualidade da instituição e incorporado aos processos de trabalho da instituição, favorecendo mudanças na prática, além da manutenção dos cuidados baseados em evidências. Esta pesquisa é relevante devido ao potencial de ser estendida nacionalmente, pois descreve de forma sistematizada um método inovador com as etapas e recursos necessários para a implementação de boas práticas para o controle e prevenção de infecção em ferida cirúrgica.

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