CONSULTA DE ENFERMAGEM NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA: DIRETRIZES CLÍNICAS
Nome: HELOISA HELENA CAMPONEZ BARBARA RÉDUA
Data de publicação: 24/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CANDIDA CANICALI PRIMO | Examinador Interno |
| IDEVÂNIA GERALDINA COSTA | Examinador Externo |
| MARCIA VALERIA DE SOUZA ALMEIDA | Coorientador |
| PAULA DE SOUZA SILVA FREITAS | Presidente |
Resumo: A incontinência urinária se apresenta como importante problema de saúde e a assistência a esse público exige planejamento, estratégias e intervenções que tenham uma abordagem ancorada em evidências científicas. Porém verifica-se uma variedade de tratamentos que carecem de padronização e frequentemente não se baseiam em evidências. Além disso, a elaboração desta diretriz surge a partir de uma demanda institucional para qualificar e padronizar o atendimento realizado no ambulatório de consulta de enfermagem ginecológica. Diante disso, torna-se justificável a elaboração de diretrizes clínicas de enfermagem para a consulta de mulheres com incontinência, visando melhorar a qualidade do atendimento às mulheres. Essas diretrizes têm como objetivo padronizar os cuidados e assegurar que as mulheres com incontinência urinária recebam um tratamento apropriado e eficaz, fundamentado em práticas comprovadas. Objetivo: Construir uma diretriz clínica para consulta de enfermagem a mulheres com incontinência urinária. Método: Trata-se de um estudo participativo, com fundamentação no modelo conceitual da criação do conhecimento. O estudo foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e no laboratório CuidarTech, com a colaboração de profissionais da estomaterapia e de enfermeiros atuantes no SUS. Produto: Diretrizes clínicas de consulta de enfermagem no tratamento da incontinência urinária em mulheres. Resultado: A diretriz clínica foi construída de forma colaborativa, incorporando evidências científicas atualizadas e a experiência prática dos participantes. O produto final apresenta orientações estruturadas para Avaliação de Enfermagem, Diagnóstico das Incontinências (CIPE®), Planejamento de Enfermagem, Implementação de Enfermagem e Evolução de Enfermagem com critérios de acompanhamento, constituindo um instrumento padronizado para qualificar a assistência às mulheres com incontinência urinária. Conclusão: A construção da diretriz clínica de enfermagem para a consulta a mulheres com incontinência urinária representa uma contribuição relevante para a qualificação do cuidado, ao oferecer um instrumento sistematizado, baseado em evidências e alinhado à prática profissional. A diretriz favorece a padronização da assistência, subsidia a tomada de decisão clínica do enfermeiro e fortalece a integralidade e a resolutividade do cuidado, especialmente no contexto ambulatorial da consulta de enfermagem ginecológica, com potencial para melhorar os desfechos assistenciais e a qualidade de vida das mulheres atendidas nos diferentes níveis de atenção à saúde.
